Clara luz da noite

Pensamento aos pedaços



Elas são mais maduras, sensuais, menos tímidas, mais realistas e, principalmente, vividas. As balzaquianas, como ficaram conhecidas as mulheres de 30 anos, já suportaram muitos preconceitos pelo estigma que essa palavra trazia.

O escritor francês Honoré Balzac, que viveu no início do século XIX, foi o primeiro a falar da incompatibilidade de casais e trazer à tona a discussão sobre a idade feminina. Foi ele quem considerou as de 30, mulheres no ápice da sua vida sexual, que conhecem como ninguém a arte de seduzir e encantar, e têm muitas histórias para contar.

Como na adolescência, a mulher desabrocha depois dos 30 anos. Adquire um ar mais sensual e os hormônios, mais harmonizados, borbulham diferente. A pele tem outra textura, o cheiro fica mais forte e elas, mais sensíveis. Além disso, há um florescimento de valores intelectuais e espirituais, como se a vida começasse aos trinta, ou pelo menos um novo sentido de vida, aonde as dúvidas vão se modificando, os medos são substituídos e os valores aperfeiçoados. Ficamos mais soltas, sabemos o que queremos, muito até já conquistamos, somos muito mais seguras para seguir o caminho que queremos, menos pudicas, mais fortes, são muitos os benefícios que a experiência nos traz.


Falam de uma tal “crise dos 30”, eu particularmente não estou preocupara com a tal crise, talvez por nem ter notado sua presença tão próxima, a não ser em conversas e alguns meios de comunicação que se dizem direcionados às mulheres e que insistem em dar modelos de comportamento, atitude ou estilo de vida, que nem sempre são bons conselhos ou idéias válidas! Mas ela dá o ar da graça mesmo sem ser chamada, pois sabemos que nessa idade já somos vencedores, já passamos por muita coisa, crescemos, melhoramos (será? eu acredito que sim!), e embora a vida tenha começado há tempos, só agora os pontos começam a ser contados. Assim, abre-se o placar da crise dos 30, um drama que assola muita gente, mas que, se vivida com equilíbrio, pode se converter no pontapé inicial de uma verdadeira e definitiva conquista.


Ah! Isso tudo que posto aqui, é porque à partir de hoje dia 19 de agosto, faltam exatamente cinco meses para eu me tornar uma balzaquiana! E nessas trocas incessantes de mensagens eletrônicas, recebi um texto de Affonso Romano de Sant'Anna sobre o assunto que gostei bastante e quero compartilhar. E o mais interessante, li que a mulher atinge o auge de sua beleza aos 31 anos. Rumo aos 31 então!!! Sem medo dos trinta.




O que mais as espanta é que, de repente, percebemos que somos balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Para concluir o pensamento, algumas palavras do autor sobre nós:


"Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis para um rapaz... obedece a um sentimento consciente. Escolhe... dando-se. A mulher experiente parece dar mais do que ela mesma, ao passo que a jovem, ignorante e crédula, nada sabendo, nada pode comparar nem apreciar... Uma mulher... se esconde sob mil véus... Afaga todas as vaidades... (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer (...) Enfim, além de todas as vantagens de sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser pudica e até embelezar-se com a desgraça”.

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