Clara luz da noite

Pensamento aos pedaços



"Quem rege seu signo é o Senhor do Tempo. Ele vai lhe mostrar que, com calma e paciência, tudo irá se resolver. Tempo de aquisição, conquista, crescimento e maturação".



Um momento de calma, tanto interna quanto externamente. Mesmo que as coisas não estejam correndo tão bem quanto gostaríamos, esse trânsito poderá ao menos trazer alguma tranquilidade e relaxamento. Por outro lado, a riqueza de sentimentos e emoções trazida por esse trânsito poderá levar-nos a preferir ficar sozinhos ou ter como companhia somente as pessoas queridas. Nesse caso, a quietude seria para nós grande bem. Essa preferência não viria de um desejo de fugir ao confronto com o mundo, mas da capacidade de apreciar as belezas da existência. Esse seria um momento de recuperação de energias, necessário de vez em quando. Se estivermos inclinados a isso, melhor será não negar a nós mesmos essa satisfação.

Conversas com amigos tem sido boas, as vezes esclarecedoras, bom falar dos sentimentos, marcado pela percepção e pela sensibilidade em relação aos sentimentos das pessoas.

A influência da Lua na quinta casa também favorece o relacionamento com as mulheres, que neste momento deverá levar a descobertas positivas sobre nós mesmos. Momento que estaremos aptos para ajudar as pessoas desde que seja de nossa iniciativa, se houver tentativa de serem possessivos ou limitarem nossa liberdade, nós iremos resistir.


Venho sentindo também uma forte inquietação espiritual, um estado de espírito de questionamentos sobre meus objetivos e aspirações. Andei pensando na vida, carreira, expectativas e escolhas com relação à vida e ao futuro e sempre vem uma pontinha de dúvida sobre acertos e erros nas escolhas. Diz a previsão que a oportunidade é excelente para aprendermos algo importante nesse sentido. 

Momento de recolha! Será que é possível eu ter esse momento pra mim? Fica difícil quando sou cobrada pela ausência ou distanciamento, mas realmente preciso do meu tempo!!!




_ Não sai, cheiro é sobreposição...
_ e pow, mexeu comigo esse som...


_ lindo né!
_ ouvi muita coisa assim hoje...


_isso me relaxa de tal forma, é momento "clear your mind"
_ já foi a Paris?


_ Ainda não!!!


_ Adorável resposta...


_ ainda vou morar lá, trabalhar num café...







Sonho ou devaneio?




Fui longe, muito longe. Como há tempos não acontecia. Tive que pousar, assim é a vida. Mas não fui de avião!
Viajei léguas, fui a uma altura inenarrável. A respiração ainda está lenta, calma, esse é o estranho dessas sensações, elas não agitam, não preocupam... apesar de uma atividade emocional intensa todo o resto do mundo parece que pára!...

Quero calar! Não quero pronunciar uma palavra! Não quero deixar se esvair o último fôlego suspenso. Não falar nos afasta um pouco do real, da obrigatoriedade do sentido, do plausível, da matéria... Quero essa propulsão de ventos e vácuos dentro de mim que me deixou à deriva, esse êxtase no qual é tudo tão etéreo que chega a não existir... e passa tão depressa, tão efêmero como que querendo me provar que realmente não é.


     Sous  les arbres - Salomé Leclec      

Orientação dos gatos

À Juan Soriano

Quando Alana e Osíris me olham, não posso me queixar da menor dissimulação, da menor falsidade. Olham-me de frente, Alana sua luz e Osíris seu raio verde. Também entre eles se olham assim, Alana acariciando o negro lombo de Osíris que levanta o focinho do prato de leite e mia satisfeito, mulher e gato conhecendo-se em planos que me escapam, que os meus carinhos não conseguem superar. Faz tempo que renunciei a toda autoridade sobre Osíris, somos bons amigos a uma distância intransponível; mas Alana é minha mulher e a distância entre nós é outra, algo que ela parece não sentir, mas que se interpõe em minha felicidade quando Alana me olha, quando me olha de frente como Osíris e me sorri ou me fala sem a menor reserva, dando-se em cada gesto e cada coisa como se dá no amor, ali onde seu corpo é como seus olhos, uma entrega absoluta, uma reciprocidade ininterrompida.
É estranho, embora tenha renunciado a entrar completamente no mundo de Osíris, meu amor por Alana não aceita essa simplicidade de coisa concluída, de casal para sempre, de vida sem segredos. Atrás desses olhos azuis há mais; no fundo das palavras e dos gemidos e dos silêncios, anima-se outro reino, respira outra Alana. Nunca disse isso a ela, quero-a demais para trincar essa superfície de felicidade pela qual já deslizaram tantos dias, tantos anos. A meu modo, teimo em compreender, em descobrir; observo-a sem espiá-la; sigo-a sem desconfiar; amo uma maravilhosa estátua mutilada, um texto inacabado, um fragmento de céu inscrito na janela da vida.
Houve um tempo em que a música me pareceu o caminho que me levaria de fato a Alana; vendo-a ouvir os nossos discos de Bartok, Duke Ellington, Gal Costa, uma transparência paulatina me afundava nela, a música a despia de uma maneira diferente, tornava-a cada vez mais Alana porque Alana não podia ser somente essa mulher que sempre tinha me olhado de frente sem me esconder nada. Contra Alana, mais além de Alana, eu a buscava para amá-la melhor; e se no começo a música me deixou entrever outras Alanas, chegou o dia em que, diante de uma gravura de Rembrandt, a vi mudar ainda mais, como se um jogo de nuvens no céu alterasse bruscamente as luzes e as sombras de uma paisagem. Senti que a pintura a levava para além de si mesma a esse único espectador que podia medir a instantânea metamorfose nunca repetida, a entrevisão de Alana em Alana. Intermediários involuntários, Keith Jarret, Beethoven e Anibal Troilo me haviam ajudado na aproximação, mas frente a um quadro ou a uma gravura Alana se despojava ainda mais disso que acreditava ser, por um momento entrava em um mundo imaginário para sem saber sair de si mesma, indo de uma pintura a outra, comentando-as ou se calando, jogo de cartas que cada nova contemplação embaralhava para aquele que, silencioso e atento, um pouco atrás ou levando-a pelo braço, via sucederem-se as rainhas e os ases, os ouros e os paus, Alana.
O que se podia fazer com Osíris? Dar-lhe leite, deixá-lo em seu negro novelo confortável e ronronante; mas eu podia trazer Alana a esta galeria como o fiz ontem, mais uma vez, para assistir a um teatro de espelho e câmaras escuras, de imagens tensas na tela frente a essa outra imagem de alegres jeans e blusa vermelha que depois de esmagar o cigarro â entrada ia de quadro em quadro, detendo-se exatamente â distância que seu olhar requeria, voltando-se para mim de quando em quando para comentar ou comparar. Jamais teria podido descobrir que eu não estava ali pelos quadros, que um pouco atrás ou de lado minha maneira de olhar nada tinha a ver com a dela. Jamais perceberia que sua lenta e reflexiva passagem de quadro em quadro a transformava até me obrigar a fechar os olhos e lutar para não apertá-la nos braços e levá-la ao delírio, a uma loucura de correr em plena rua. Desenvolta, leve em sua naturalidade de prazer e descoberta, suas paradas e demoras inscreviam-se em um tempo diferente do meu, estranho à tensa espera de minha sede.
Até então tudo tinha sido um vago aviso, Alana na música, Alana diante de Rembrandt. Mas agora minha esperança começava a se cumprir quase insuportavelmente, desde a nossa chegada Alana entregara-se às pinturas com uma cruel inocência de camaleão, passando de um estado a outro sem saber que um espectador escondido observava em sua atitude, na inclinação de sua cabeça, no movimento de suas mãos ou seus lábios, o cromatismo interior que a percorria até mostrá-la outra, ali onde a outra era sempre Alana somando-se a Alana, as cartas juntando-se até completar o baralho. A seu lado, avançando pouco a pouco ao longo das paredes da galeria, eu a via entregar-se a cada pintura, meus olhos multiplicavam um triângulo fulminante que se estendia dela ao quadro e do quadro a mim mesmo para voltar a ela e apreender a transformação, a auréola diferente que a envolvia um momento para depois ceder a uma nova aura, a uma tonalidade que a expunha à verdadeira, à última nudez. Impossível prever até onde se repetiria essa osmose, quantas novas Alanas me levariam por fim à síntese da qual sairíamos os dois saciados, ela sem sabê-lo e acendendo um novo cigarro antes de me pedir que a levasse a tomar um trago, eu sabendo que a minha longa busca chegara ao fim e que o meu amor abarcaria, a partir de agora, o visível e o invisível, aceitaria o límpido olhar de Alana sem incertezas de portas fechadas, de passagens vedadas.
Frente a um barco solitário e um primeiro plano de rochas negras, eu a vi permanecer imóvel longo tempo; um imperceptível ondular das mãos fazia-a como que nadar no espaço, buscar o mar aberto, uma fuga de horizontes. Eu não podia mais estranhar que essa outra pintura, onde uma cerca de agudas pontas vedava o acesso às árvores vizinhas, a fizesse retroceder como que buscando um ponto de mira, de repente era a repulsa, a recusa de um limite inaceitável. Pássaros, monstros marinhos, janelas dando-se ao silêncio ou deixando entrar um simulacro da morte, cada nova pintura arrasava Alana despojando-a de sua cor anterior, dela arrancando as modulações da liberdade, do vôo, dos grandes espaços, afirmando sua negativa diante da noite e do nada, sua ansiedade solar, seu quase terrível impulso de ave fênix. Permaneci atrás sabendo que não me seria possível suportar o seu olhar, a sua surpresa interrogativa quando visse em minha cara o deslumbramento' da confirmação, por que isso era também eu, isso era o meu projeto Alana, a minha vida Alana, isso tinha sido desejado por mim e refreado por um presente de cidade e moderação, isso agora afinal Alana, afinal Alana e eu desde agora, desde agora mesmo. Teria querido tê-la nua nos braços, amá-la de tal maneira que tudo ficasse claro, tudo ficasse dito para sempre entre nós, e que dessa interminável noite de amor, nós que já conhecíamos tantas, nascesse a primeira alvorada da vida.
Chegávamos ao final da galeria, aproximei-me da porta de saída ainda ocultando o rosto, esperando que o ar e as luzes da rua me fizessem voltar ao que Alana conhecia de mim. Eu a vi deter-se diante de um quadro que outros visitantes me haviam ocultado, ficar longamente imóvel olhando a pintura de uma janela e um gato. Uma última transformação fez dela uma lenta estátua nitidamente separada dos demais, de mim que me aproximava indeciso, procurando-lhe os olhos perdidos na tela. Vi que o gato era idêntico a Osíris e que olhava ao longe algo que a parede da janela não nos deixava ver. Imóvel em sua contemplação, parecia menos imóvel que a imobilidade de Alana. De algum modo senti que o triângulo se rompera, quando Alana virou para mim a cabeça o triângulo não mais existia, ela tinha ido até o quadro, mas não estava de volta, continuava do lado do gato olhando além da janela onde ninguém podia ver o que eles viam, o que somente Alana e Osíris viam cada vez que me olhavam de frente.

Júlio Cortázar





Hoje é uma data auspiciosa segundo os astrólogos. Além do início do outono hoje é dia de eclipse solar total, previsto para as 17h00, visualização apenas no hemisfério norte.
Equinócio é uma palavra que deriva do latim (aequinoctium), e significa “noite igual”, e refere-se ao momento do ano em que o dia e a noite tem a mesma duração sobre toda a Terra, diferente do que acontece no Solstício. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação, o Equinócio Vernal (20/03), assinala a entrada do outono no hemisfério sul. É especialmente considerado pelos Astrólogos, pois este “Ponto Vernal”, marca o início do Signo de Áries, a entrada do Sol no Signo de Áries, que marca o início do Zodíaco.



Essa duração do dia / noite nos traz a mesma proporção entre luz e sombra, expansão e recolhimento, yang e yin. 
É um bom momen para fazer um "balanço" interior, celebrar as conquistas e realizações, e deixar tudo o que não for importante para seu desenvolvimento material e espiritual...tudo o que não for realmente "seu", todo o excesso que veio com o verão. Iniciando um novo ciclo...Limpar o "meio ambiente" interno e externo. Momento de macro integração da humanidade, o equilíbrio do masculino divino.



Namastê!!!




Para Nenu 


Que teus momentos sejam a cada instante um amanhecer. Que a cada instante o sol se levante com você, que seu respirar seja uma ventania e seu olhar mostre a alegria por onde passar. Que seu coração de fogo acenda aqueles que já lhe tentaram magoar, que a alegria esteja em seu caminhar e o que plantamos com lágrimas possamos colher com alegria. Que toda a noite o brilho da lua reflita sobre você. Que possamos compreender que fomos feitos para viver e renascer como o sol e a lua e estamos aqui como estrelas de nosso próprio viver. Somos luz, guerreiros de nós mesmos...

Rhenan Carvalho 

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria."
                                                                              Jorge Luis Borges


Todo nosso trabalho deve ser conferido diariamente, depois de passada uma noite!!!


Hoje, 14 de março, é Dia do Livreiro, ou Vendedor de Livros, como preferirem!!!






Não é uma graça?!?!? Acho mágico as pequenas coisas singelas e simples!!! Bibliotecas me encantam por sua vida, porque sim! bibliotecas são sempre cheias de vida apesar dos maledicentes e mau leitores não conseguirem enxergar!!!


Texto que ficou temporário no Ofaj.

POR TI, POR MÍ... POR LA PROFESIÓN. MANIFIESTO EN DEFENSA DE LAS BIBLIOTECAS Y LOS BIBLIOTECARIOS



Publicado el 28 febrero 2012 por Plataforma Colegio

Madrid, Febrero de 2012

La Plataforma para la creación del Colegio Profesional de Archiveros, Bibliotecarios y Documentalistas (Plataforma COABDM), ante los últimos acontecimientos en torno al sistema bibliotecario de la ciudad de Madrid manifiesta:

- Que el derecho a la información es una condición fundamental para el desarrollo de la democracia, así como para que los ciudadanos puedan pensar, opinar y actuar libremente.

- Que las Bibliotecas son imprescindibles en la Sociedad de la Información actual, puesto que son las garantes del derecho de los ciudadanos a informarse y crear un pensamiento crítico.

- Que apoya sin matices el “Manifiesto de la UNESCO en favor de las Bibliotecas Públicas”, en el que se escribe, entre otras cosas:

El bibliotecario es un intermediario activo entre los usuarios y los recursos. Es indispensable su formación permanente para que pueda ofrecer servicios adecuados. Habrán de establecerse programas de extensión y de formación del usuario con objeto de ayudarles a sacar provecho de todos los recursos.

- Que los Archiveros, Bibliotecarios, Documentalistas y Gestores de la Información garantizan el derecho de acceso a la información de una forma adecuada, facilitando la educación, la formación y la transmisión del conocimiento, lo que hace que sean un Servicio fundamental a la Sociedad.

- Que respeta enormemente la labor de los miles de voluntarios que realizan su tarea en España, sin excepción alguna, y les agradece el beneficio que reportan a la sociedad.

Solicita:

- Que se reconozcan públicamente los valores sociales que la gestión de información tiene para la sociedad en su conjunto.

- Que se valore la profesión de archivero, bibliotecario y documentalista como se merece y se deje de estigmatizar y devaluar su función, que no es otra que la de ofrecer el mejor servicio de organización y recuperación de información, con los beneficios que ello representa.

- Que se valore y se entienda que los Archiveros, Bibliotecarios, Documentalistas y Gestores de la Información, no son un gasto improductivo sino una auténtica inversión, ya que gracias a la gran labor y esfuerzo que realizan, tanto en empresas públicas como privadas, ahorran gran cantidad de recursos financieros al tener la información y documentación adecuadamente tratada, gestionada y organizada.

- Que se paren los procesos abiertos de regulación de empleos en los servicios documentales, públicos y privados, ya que propician una bajada en la calidad en la prestación de servicios de información que creemos inaceptable.

- Que se restituya la Dirección General de la Biblioteca Nacional de España, puesto que al ser suprimida, se eliminó de raíz el prestigio de una de las mejores instituciones culturales que tiene este país.

- Que las Bibliotecas Públicas ofrezcan un servicio de calidad como lo han estado prestando hasta ahora, con personal formado y cualificado, por lo que rechazamos el uso de voluntarios para cubrir posibles funciones de trabajadores asalariados

Prévia da comemoração que está chegando!!!

Está aqui El bibliotecario!!

Hoje é dia de comemoração, Dia Internacional da Mulher, mas será que temos apenas motivos de festas?

Conversando essa manhã com uma amiga ela solta a seguinte frase: _Acho ridículo esse lance de dia internacional da mulher! Momentaneamente me indignei tentando entender como uma mulher linda, inteligente, independente e bem sucedida podia pensar assim e argumentei que gozamos de benefícios pelos quais mulheres lutaram e morreram para conquistar. Ela ainda disse que era um blá blá blá, mais um motivo pra vendas de flores e por fim disse que outras fizeram, que nós estagnamos e porque não existe dia dos homens. Ainda falei que o dia foi criado como homenagem às operárias novaiorquinas que morreram queimadas na fábrica em onde trabalhavam, falei que para mim serve para lembrar onde já chegamos, o que conquistamos, mas também para não esquecer que há muito a ser feito ainda.
A Jornalista Ana Paula Padrão, publicou fotos de mulheres ao redor do mundo de sua autoria no Tempo de Mulher. Lá ela diz que o dia da mulher é importante sim, justamente por sermos diferentes dos homens e precisarmos de condições diferentes para nos realizarmos e pelas muitas mulheres que ainda são vítimas de misérias e outros eventos tristes pelos quais não se luta sozinho! 


Por isso Viva as Mulheres!!! 



                                                         Devolve moço - Ana Cañas

De onde surgiu?

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade estadunidense de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com muita violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que se manifestaram por condições melhores em 1857. Somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.

 “Quem diz que a mulher não tem mais pelo que lutar nunca foi à África. Não conhece a Ásia. Nunca passou na porta de uma delegacia da mulher no Brasil.  Não sabe quem é Maria da Penha. Provavelmente está confortavelmente acomodada a uma carreira bem sucedida. Tem o salário satisfatório. E o respeito dos colegas de trabalho. Ou seja, uma raridade."   


(Ana Paulo Padrão)

Uma degustação dos depoimentos feitos pela GNT, com mulheres de diversas áreas de atuação, todas empreendedoras bem sucedidas e mulheres de fibra! Vale a pena dar uma olhada.




Todas as Vidas

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé
do borralho,
olhando para o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...

Vive dentro de mim
a lavadeira
do Rio Vermelho.
Seu cheiro gostoso
d'água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde
de São-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada,
sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos,
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo ser alegre
seu triste fado.
Todas as vidas
dentro de mim:
Na minha vida -
a vida mera
das obscuras!

Cora Coralina


Nunca mais!!!




"Equilíbrio é a habilidade de olhar para a vida a partir de uma perspectiva clara - fazer a coisa certa no momento certo.
Uma pessoa equilibrada será capaz de apreciar a beleza e o significado de cada situação seja ela adversa ou favorável.
Equilíbrio é a habilidade de aprender com a situação e de prosseguir com sentimentos positivos. É estar sempre alerta, ser totalmente focado, e ter uma visão ampla.
Equilíbrio vem do entendimento, humildade e tolerância. O mais elevado estado de equilíbrio é voar livre de tudo e, ainda assim, manter-se firmemente enraizado na realidade do mundo."

No mês de março é comemorado o Dia dos Bibliotecários!!! Por isso, resolvi fazer ao longo do mês vários posts sobre o assunto (como boa bibliotecária que sou!!!) rsrsrs...
Dia desses, navegando pelo blog Sentinela no Escuro, encontrei um post bem legal que conseguiu reunir os 10 bibliotecários que de alguma forma foram importantes para a história do mundo. Trata-se de uma lista de 25 personalidades recolhidas pelo site Online Best Colleges, eu fiz a minha lista e inclui um extra,  o admirável Jorge Luis Borges. A lista além de interessante, é curiosa e pra mim foi reveladora!


1.Melvil Dewey: criador do Sistema Decimal de Dewey, Melvil Dewey nasceu em Nova Iorque em 1851. Enquanto estudante do Amherst College, teve que trabalhar na biblioteca escolar para custear suas despesas. Acabou por permanecer como bibliotecário após a graduação. Depois de experimentar diferentes métodos de catalogação e organização para bibliotecas, o Amherst College publicou sua obra “A Classification and Subject Index for Cataloguing and Arranging the Books and Pamphlets of a Library” (Classificação e índice de assuntos para catalogar e organizar os livros e folhetos da biblioteca). Dewey é conhecido como “O pai da biblioteconomia moderna” e ajudou até mesmo a criar a Associação de Bibliotecas Americanas (ALA) em 1876.
2.São Lourenço de Roma:  como um dos santos padroeiros dos bibliotecários, São Lourenço foi um diácono católico morto pelos romanos em 258 d. C. por negar-se a entregar a coleção de tesouros e documentos do cristianismo os quais ele estava encarregado de guardar.
3.Mao Tse-tung: o homem responsável pela unificação da China durante as décadas de 1940 e 1950, quando foi formada a República Popular da China, era um bibliotecário. Em 1918, Mao era um jovem que viveu como um assistente de biblioteca na Universidade de Pequim. O bibliotecário chefe daquela universidade onde Mao trabalhava era marxista e teve êxito em arrastar Mao para o comunismo.
4.Giacomo Casanova: o infame espião, escritor, diplomata e amante  nasceu em Veneza durante a primeira metade do século 18. Apesar de ter sido um seminarista na Universidade de Pádua e no Seminário de São Cipriano, Casanova é bem conhecido por ter sido um beberrão e por seus casos escandalosos com diversas mulheres. Passou seus últimos dias trabalhando como bibliotecário em Dux,  na República Checa.
5.Papa Pio XI ou Achille Ratti: serviu a Igreja entre 1929-1939. Durante seu pontificado estabeleceu a Festa de Cristo Rei do Universo, além de ter pregado contra a injustiça social e as práticas de corrupção financeira. Antes de ter sido eleito, Ratti era um acadêmico e um bibliotecário. No Vaticano enquanto papa ficou conhecido por reorganizar os arquivos secretos.

6. J. Edgar Hoover : Como o lendário diretor do FBI, J. Edgar Hoover levou investigações domésticos de 1924-1972, como chefe do Bureau of Investigation e quando ele fundou o FBI em 1935. Em sua infância, no entanto, Hoover foi para escola à noite na Universidade George Washington e se sustentava trabalhando na Biblioteca do Congresso . Lá, ele era um mensageiro catalogador, e balconista. Em 1919, Hoover deixou a Biblioteca do Congresso e trabalhou como assessor especial do Procurador-Geral.
7.Lewis Carroll autor de Alice no País das Maravilhas, seu nome verdadeiro era Charles Lutwidge Dodgson. Dodgson cresceu em Cheshire e Yorkshire, na Inglaterra. Após graduar-se em matemática em Oxford, tornou-se o bibliotecário auxiliar da Christ Church. Deixou este cargo em 1857 para tornar-se um conferencista de matemática. Dodgson contou a história de Alice pela primeira vez para as três filhas do Deão da Christ Church em 1862. O livro foi então publicado três anos depois e continua sendo um clássico até os dias de hoje.
8.Laura Bush: a ex-primeira dama conseguiu seu mestrado em Ciências bibliotecárias na Universidade do Texas em Austin depois de  uma experiência como professora de primário. Como primeira dama do Texas, ela apoiou a campanha de George W. Bush e iniciou seus próprios projetos envolvendo educação e alfabetização. Quando seu marido tornou-se presidente dos Estados Unidos, Laura apoiou iniciativas de formação de bibliotecários e visitou diversas bibliotecas pelo mundo.
9.Marcel Proust: conhecido como um aclamado, crítico e obscuro romancista, Proust decidiu certa vez ir à escola para se tornar um bibliotecário. O escritor francês nasceu em 1871 e sua obra mais famosa Em busca do tempo perdido, continua a ser estudada nos dias de hoje.
10.Jacob Grimm: Os contos de fadas dos Grimm forma publicados pela primeira vez em 1812. Ainda hoje, as histórias de “João e Maria”, “Cinderela” e “A Branca de Neve” continuam sendo clássicos constantemente reinventados como peças teatrais, filmes da Disney e muito mais. Jacob Grimm trabalhou como bibliotecário em Kasel, após graduar-se em direito. Durante este período, Jacob e seu irmão Wilhelm reuniram contos folclóricos alemães que tratavam de cidadãos ansiosos que pretendiam unificar seus reinos tendo como base a cultura comum.

Extra. Jorge Luis Borges : Jorge Luis Borges é um escritor argentino que fez contribuições significativas para a literatura fantástica no século 20. Ele compartilhou o prêmio Formentor dos Editores Internacionais com Samuel Beckett e foi um bibliotecário municipal de 1939-1946 na Argentina, antes de ser demitido pelo regime Peron.Um de seus mais famosos contos, "A Biblioteca de Babel", descreve o universo como uma enorme biblioteca.


Evite acidentes, faça tudo de propósito!

É ao mesmo tempo fascinante e amoral. Celebra a vida!


Essa que vos fala

Minha foto
Existe aqui uma mulher Uma bruxa, uma princesa Uma diva, que beleza! Escolha o que quiser Mas ande logo Vá depressa Nem se atreva A pensar muito O meu universo Ainda despreza Quem não sabe O que quer...

Atalho do Facebook

Sejam bem vindos!!!

"Já aviso, aqui a casa é ventilada, o coração é quente e as vontades têm a temperatura exata para os sonhos".
Vanessa Leonardi

Um lema

"Não me pergunte quem sou e não me peça para permanecer o mesmo".

Michel Foucault


Porque?

Pra pensar, pra desabafar, pra gritar pro mundo...
Pra compartilhar, pra chorar e pra rir de tudo!!!

tá procurando o quê?

"Apenas viver não é o suficiente, disse a borboleta, É preciso ter sol, liberdade e uma pequena flor!"

Total de visualizações de página

Postagens populares

Seguidores

Tecnologia do Blogger.

Follow by Email

Páginas

Labels