Clara luz da noite

Pensamento aos pedaços



Bom final de semana!!!
Beijinho..

O Dia da Lingerie, ou Lingerie Day, começou com uma brincadeira de um usuário do Twitter em 2009, e acabou colando como o dia nacional de mulheres só de calcinha e sutiã. Brincadeiras à parte, estamos falando de peças do vestuário feminino sem os quais não vivemos!!!!



Formada por calcinhas, sutiãs, cintas-ligas, espartilhos e algumas outras peças, a lingerie desperta todo tipo de fantasias. Segundo Freud, a relação do erotismo com as roupas íntimas nada mais é do que o fetiche, ou feitiço. Isso acontece quando a satisfação pessoal se dá através de objetos ou ornamentos.

O cinema e as revistas também ajudaram a criar um clima de sedução e fantasia, despindo as musas de suas roupas e deixando-as apenas com suas roupas de baixo, cada vez mais bonitas e elaboradas.
A lingerie passou por uma série de transformações ao longo do tempo, acompanhando as mudanças culturais e as exigências de uma nova mulher que foi surgindo, principalmente durante o século 20. A evolução tecnológica possibilitou o surgimento de novos materiais, que tornou a lingerie mais confortável e durável, duas exigências da vida moderna.

Com um histórico muitas vezes "trágico" para as mulheres, algumas peças comprimiam tanto órgãos internos,  que causavam entrelaçamento de costelas e até a morte.

Desde o tempo das vestes longas, usadas até depois da Idade Média, passando pela ostentação dos séculos 17 e 18, quando era usado um verdadeiro arsenal de acessórios por baixo das grandes saias femininas, até o início do século 20, a mulher sofreu horrores em nome da beleza e da satisfação masculina.

Os espartilhos, usados por mais de quatro séculos, causava sérios problemas à saúde, além do desconforto e da obrigação de ostentar uma "cinturinha de vespa". Os seios, foco da atenção por muito tempo, eram forçados para cima através dos cordões apertadíssimos dos espartilhos. Também as calcinhas, como são atualmente, passaram por drásticas mudanças. No século 19, eram usadas ceroulas, que iam até abaixo dos joelhos. O surgimento da lycra e do nylon permitiu uma série de inovações em sua confecção, que possibilitou até a criação de um modelo curioso nos anos 90: uma calcinha com bumbum falso, que contém um enchimento de espuma de nylon de vários tamanhos e modelagens.

Um acessório sensual muito usado na década de 20 foi a cinta-liga, criada para segurar as meias 7/8. Dançarinas do Charleston exibiam suas cintas-ligas por baixo das saias de franjas, enquanto se sacudiam ao som frenético das jazz-bands. Ainda nos anos 30, a cinta-liga era o único acessório disponível para prender as meias das mulheres, que só tiveram as meias-calças à sua disposição a partir da década de 40, com a invenção do náilon em 1935.

No final de século XIX, foi criado na França o precursor do soutien, numa tentativa de oferecer às mulheres mais conforto do que o repressor espartilho. A boutique de Heminie Cadolle elaborou um modelo em tecido à base de algodão e seda, semelhante aos modelos atuais. Em 1914 o soutien foi devidamente reconhecido e patenteado nos Estados Unidos pela socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob. Era feito com dois lenços, um pedaço de fita cor-de-rosa e um pouco de cordão.

Espartilhos, meias de seda 7/8, ligas avulsas presas às cintas, continuaram sendo usados por muitas mulheres, mas não mais por uma imposição ou falta de opções, mas por uma questão de estilo ou fetiche, já que esses acessórios se tornaram símbolos de erotismo e sensualidade na sociedade ocidental.

A história dessas roupas tão indispensáveis remonta por volta do segundo milênio antes de Cristo. Para saber mais um pouquinho é só clicar aqui.

Sensualidade explorada

A década de 80 a cantora Madonna consagrou a exposição da lingerie, usando soutiens, corpetes e cintas-ligas como roupas, e não mais como underwear (roupa de baixo). O público feminino adotou a idéia e a explora até hoje. A indústria de lingerie, por sua vez, elabora modelos cada vez mais sensuais e de materiais confortáveis.

Ousadia nas transparências passaram a revelar belos soutiens e corseletes, usados até mesmo em ocasiões formais. Perto do ano 2000, as alcinhas de soutien são propositadamente deixadas à mostra. revelando que as roupas íntimas fazem parte da moda e do arsenal de sedução.

Eva Mendes deixa claro que lingerie pode e deve ser um acessório feminino usado para momentos mais quentes do relacionamento. Olha só como a atriz mostrou atitude e sensualidade nessa foto com um modelo.


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O que você acha que são essas peças?

Conto Judaico


Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo e ninguém lhe dava as boas vindas.

Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.

Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.

- Verdade, por que estás tão abatida? – perguntou a Parábola.

- Porque devo ser muito feia já que os homens me evitam tanto!

- Que disparate! – riu a Parábola – não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.

Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda à parte onde passa era bem-vinda.

- Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.

Uma homenagem a todos os meus amigos! Que estão longe e mesmo assim ouvem e me inspiram... sempre...



Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

O curioso caso do triângulo que não era amoroso e os amigos.



Como se dá o encontro das pessoas no mundo??? Me pego pensando nisso às vezes, quando devaneio e me ocorre lembrar de alguém que talvez nunca mais encontre na vida, ou por encontrar alguém "das antigas" depois de anos sem nem nos falarmos direito, por estarmos sempre com pressa ou atribulados demais para dedicarmos alguns do nossos minutos aos amigos, mas enfim, casos que sempre surpreendem. Outra coisa curiosa é o fato de esbarrarmos em conhecidos em lugares inusitados ou estranho para ambos. Qual a probabilidade desses fatos ocorrerem com qualquer pessoa em qualquer lugar no mundo, numa simples segunda-feira?
Mais que isso, o fato do encontro de mais pessoas e a descoberta de relacionamentos interligados. Foi o que aconteceu comigo esses tempos ao receber em casa uma amiga de longa data. Fato curioso já começa ao vermos fotos, que só acontece raramente embora adore ter fotos dos meus amigos e pessoas da minha vida, mas dentre algumas dessas, ela reconheceu um antigo namorado, que foi e é meu amigo e o qual conheci depois da época em que convivia com ela, foi uma sucessão de desencontros entre o tempo que passei ao lado de cada um deles e divaguei sobre como sempre encontramos alguém conhecido entre nossos círculos de amizade e convívio, o que me trouxe pensamentos sobre a vida e o que ela nos reserva. A vida nos apresenta milhares de pessoas. E cada uma delas vem cumprir um papel em nossa vida. Todas ficam na nossa memória, nas nossas fotos ou os nossos hábitos e guardados, atualmente até nas nossas redes sociais. Dos que considerei verdadeiros amigos me lembro bastante, deles, das risadas e dos maus tempos.  Aprendi com os amigos como são as pessoas. Aprendi a acreditar mais - ou às vezes, menos nelas. Eu tenho saudade de todos os amigos que já tive na vida. E de todos os tipos de amigos: amigo confidente, amigo NERD, amiga "porra louca", amigo beberrão e amiga religiosa, amiga irmã, amiga de apê, amigos com quem converdava muito e outros quando era só ouvinte, amigo pra tudo que é situação, do que me lembro sempre e outros que acabei me esquecendo. Aprendi com vocês a conviver com as diferenças e o principal que a amizade é o melhor sentimento do mundo. Obrigada à você que me ensinou isso!

Beijinho
Olhos de Esmeralda

Depois das intempéries de minhas desventuras ao me atrever a patinar, muito feliz já com os primeiros passos venho contar que consegui, mesmo tendo que escolher a noite como companheira. Achei que seria melhor e foi mesmo. Primeiro porque como o nome do post à noite todos os gatos são pardos*, o que pode ser entendido de diversas maneiras no auxílio que me prestou para o deslanche de minhas (dessa vez) aventuras, pode ser por eu ficar mais obscura ou os outros ficarem ignorados por mim, mas a minha "desculpa" eleita é como não vou enxergar direito não me atenho à detalhes e sigo sem pensar muito. Aconteceu que deu certo. Já no dia seguinte fui pela manhã, mas aquela multidão de gente e os pequenos desníveis da pista me atordoaram novamente!!! Uma pena, pois o deslizar da noite anterior tinha me animado bastante.... O chato é ouvir palavras que de motivadoras não têm nada e que trazem consigo um sentimento de "estaca zero" que acabavam me deixando um pouco desanimada, e lendo este post que ainda não havia sido publicado achei bastante pertinente para o momento transcrever esse trechinho da entrevista feita com a neta de Gandhi, um ser iluminado que meditava muito sobre o que era certo e errado, afirmações dele repetidas pela neta, como: "enquanto esperamos que os outros mudem, não nos aperfeiçoamos", realmente, se ficar esperando ser tratada de maneira diferente antes de conseguir me aperfeiçoar com os patins, por exemplo, pode levar muito mais tempo que o esperado, e como sou um tiquinho impaciente no que se refere a mim, é melhor tomar uma atitude, o que levou a pensar sobre outra afirmativa dele que incitava com um "não pergunte a mim, pergunte à sua consciência”, que é ótima e me perguntando descobri que não quero esperar nada nem ninguém, pois é isso justamente o contrário do pedido da minha consciência. E ela também me rogava para não pensar que não daria certo pois só se dá assim se eu não tentar. Por fim: basta de pensamento negativo!

Pensamentos negativos estão relacionados à poluição do ambiente?

Tara Gandhi: A mente é a parte simbólica do ser e tem alcance profundo. Eu relaciono a mente com o espaço ou com o desconhecido. Ela nos permite viajar e pensar em ritmo veloz, mas essa velocidade pode poluir a atmosfera. Pensamentos negativos, como a violência, têm início na mente e depois se materializam sob a forma de medo, ganância, genocídio, arrependimento. Os princípios do amor e da verdade também habitam nossa mente e representam bases mais fortes para se viver com criatividade, permitindo que o mundo progrida. Quando rezamos, estamos viajando para além do horizonte, pois a mente não tem limites. A partir da abstração mental surge algo concreto, como o contato entre as mentes e os corações. É isso que chamo de mente e ambiente. Quando você encontra pessoas felizes, é porque alguma coisa no ambiente é compartilhada por todos.

(Pergunta feita a Tara Gandhi Bhattacharjee, neta do pacifista Mahatma Gandhi (1869-1948), sobre a filosofia de seu avô, texto: Renato Mendes, de Lisboa / Revista Bons Fluidos, Setembro 2010).


Tara Gandhi Bhattacharje


*Este ditado popular, tem uma explicação física: com baixa luminosidade(a noite), os cones (células fotossensíveis da retina), que são responsáveis pela visão colorida, são menos sensíveis do que os bastonetes (c. fotossensíveis da retina), estes, que distinguem apenas as diferentes intensidades de brilho, e portanto correspondem à uma visão em preto e branco.

Como Netuno leva quase 165 anos para completar uma volta em torno do Sol, só agora se passou um ano netuniano desde que foi localizado, em 1846.

Imagem de Netuno tirada em agosto de 1989, pela sonda Voyager 2
"Washington (EFE).- Netuno, o planeta gasoso por excelência e o mais distante do Sistema Solar, completou na terça-feira (12) a primeira órbita desde que foi descoberto há 165 anos.

Para comemorar, a Nasa publicou fotografias captadas com o telescópio espacial Hubble nas quais se pode observar os tons azulados deste planeta, que foi descoberto quase por acaso.
Foram as pesquisas sobre Urano no século XVIII - sétimo planeta do sistema solar, até então considerado o último - que levaram a pensar que poderia haver outro planeta ainda mais distante no sistema.

O astrônomo britânico William Herschel e sua irmã Caroline descobriram Urano em 1781, ampliando as fronteiras do Sistema Solar, mas pouco depois se deram conta que sua órbita não se comportava tal como prediziam as leis de Kepler e de Newton.

Em 1821, o astrônomo francês Alexis Bouvard, estudando Urano, considerou que talvez outro planeta poderia estar exercendo algum tipo de atração e alterando seu movimento, mas tardaram 20 anos para que fossem feitos os primeiros cálculos.

O francês Urbain Le Verrier e o britânico John Couch Adams, ambos matemáticos e astrônomos, predisseram de forma independente o local onde supostamente estaria esse "misterioso" planeta calculando como a gravidade de um hipotético objeto poderia afetar o campo de Urano.

Le Verrier, que era o diretor do Observatório de Paris, enviou uma nota ao astrônomo alemão Johann Gottfried Galle na qual descrevia a possível localização do objeto.

Após dois dias de observação, em 23 de setembro de 1846, finalmente Galle identificou Netuno como um planeta, a menos de um grau da posição calculada por Adams e Le Verrier.

A Nasa considera a descoberta uma das maiores façanhas astronômicas desde a Teoria da Gravidade de Newton, tendo contribuído para entender melhor o Universo.

No entanto, Galle não foi o primeiro a ver Netuno. Já em dezembro de 1612, o astrônomo Galileu Galilei teve o privilégio de vê-lo enquanto observava Júpiter e suas luas. No entanto, tal como revelam suas notas - nas quais apontou exatamente a posição de Netuno -, o cientista italiano confundiu-o com uma estrela.

A descoberta de Netuno dobrou o tamanho do Sistema Solar conhecido, já que o planeta encontra-se a 4,5 bilhões de quilômetros do Sol, 30 vezes mais longe que a Terra.

A nomenclatura do novo planeta também foi alvo de disputa entre os cientistas, que queriam batizá-lo com seus próprios nomes. A comunidade científica optou por Netuno, deus romano do mar, um nome mitológico em consonância com os demais planetas. EFE."

Artigo publicado no Yahoo Notícia.


Hoje vim falar sobre um sentimento feio, complicador e ultrajante: o medo.
Desde pequena tinha medo de tudo. Medo de gente, medo de bicho (incluindo nesse grupo cachorrinhos fofinhos e dóceis), medo de me machucar, medo da morte, medo de espíritos, de perder meus pais, medo de ser fraca, de subir em árvore, medo de ser incapaz e por aí vai. Acho que eu devia ter medo de tudo. Sempre tinha pesadelos que me causavam muito medo e sem que percebesse me vinham pensamentos ruins que me deixavam com medo de fazer qualquer coisa que estivesse fazendo.
Nunca descobri as causas dessas minhas "travas" e procurei não dar atenção à elas durante minha vida adulta, quando saí de casa e tive que me virar sozinha como toda pessoa normal. Mas não que a sensação tivesse me abandonado, me lembro de cada estada em parques de diversões, como muitas vezes superei o medo até passar mal de pensar que fosse morrer e ser abandonada pelos amigos que queriam se divertir... muito infortúnio.
Mas consegui levar bem esses arroubos de medo durante os anos até ficar super empolgada em adquirir patins para tentar voltar a andar com eles... doce ilusão!!! Na primeira tentativa travei de tal forma que parecia como que anestesiada. Um medo, ou melhor, um pavor se apossou de mim e fiquei totalmente sem reação. Não consegui nem calçá-los. E o corpo? Fiquei tão tensa que não consegui andar, digo caminhar para ir embora, sem contar a tristeza angustiante que toma conta da mente e que veta qualquer raciocínio lógico. E tinha como não poderia deixar de ser tinha um fator agravante "pra ajudar", que quando me perguntou se estava incapaz de andar, percebi que retesava tanto os dedos dos pés que realmente me doía bastante para andar.
Bom, como sou muito teimosa como todo bom besouro, pensei: "isso não vai durar pra sempre" e hoje fui tentar novamente. Quanta frustração ao chegar lá e ser tomada novamente pelo mesmo medo atemorizante que me deixou com as mãos suadas, algo super inédito em quem tem que passar cremes e mais cremes para não deixá-las ressecadas, os dedos doendo de tanto apertá-los sem contar os dedos dos pés... qualquer sapato dois números menor que o meu me calçariam facilmente naquele momento, sem contar a dor e a dificuldade de andar por não conseguir relaxá-los. Horrível, sensação pavorosa, tô me sentindo péssima e não consigo falar sobre isso, e tenho meus motivos, pois quem me acompanhava só me avacalhava, fazendo eu me sentir pior ainda, como se isso fosse possível. Tá difícil superar essa, ou talvez seja a companhia errada... não sei. Me sinto incapaz diante desse medo angustiante tão presente dentro de mim que acaba me consumindo e por fim me faz desistir de tentar coisas que quero muito pelo simples medo de que não dê certo. Me sinto sem saída por não saber como agir e não acredito que alguém possa ajudar efetivamente.
Por enquanto essas são minhas (des)venturas no mundo flutuante da patinação e vou aguardando o próximo rompante de coragem, agora já com a angústia de chegar lá e ter outra crise de medo.

Certa vez declamei para alguém O teu riso. Foi para alguém de belo sorriso, singelo, verdadeiro e tímido. Não gostava de sorrir, o que era um verdadeiro desperdício de "não sorrisos". Poderia contemplá-los por horas se o distribuísse para mim ou para qualquer outra pessoa, o que era de uma contradição inexplicável devido ao fato das histórias, frases ou tiradas que inventava que sempre fazia explodir em risos quem estivesse ouvindo. (Não posso me queixar de não vê-lo sorrir, tive o privilégio de ganhar alguns e até mesmo de eternizar outros.) Engraçado, muito engraçado, mas guardava uma tristeza que nem nas confissões, ou desabafos, feitos para mim consegui decifrar. Por mais que pensasse em possíveis razões, causas ou conflitos a aflingi-lo, jamais cheguei a deduzir quais seriam tais fontes de tormento, a não ser talvez por sua anciedade, sua impaciência disfarçada, sua volúpia em querer mais. E isso tudo me retorna neste momento enquanto leio, falo e penso sobre o riso. Sobre o riso verdadeiro, a satisfação do riso. Ando meio que rindo à toa! ;) O que me faz perceber que realmente - frase que li, não sei onde e não sei quando - " de tudo o que possuis, o teu riso é o que mais te valoriza"! Que pessoa não fica mais feliz quando ganha um sorriso, ou que dia não fica mais bonito? Qual mau humor  não vai embora, ou que preocupação não se dilui ao menos por uns instantes? Se passo alguns dias sem ver um sorriso fico entristecida, me entristeço também por notar que ando rindo pouco, aliás, pouquíssimo, porém sempre elogio quando vejo um, quem sabe com um incentivo as pessoas riam mais, inclusive euzinha que às vezes fico meio sisuda, mas apesar disso amo sorrisos, amo dar risada, amo gargalhar até doer a barriga, não tem prazer mais fácil, amigável e barato de se conquistar porqueo sorriso só depende de cada um, não é preciso esperar pelo outro para sorrir. Sorrio sozinha na rua às vezes, penso que devo parecer meio louca, ou totalmete, vai saber! uma pessoa de humor instável, mas deve ser assim mesmo. Afinal hoje é sexta-feira, dia de começar a rir de bobeira, de graça e sem compromisso. Ultimamente tenho passado algum tempo do meu dia a pensar e coisas assim me veem a mente e só. Mas nunca me tires o riso, qualquer riso, o meu riso, porque então morreria!



 
O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Pablo Neruda

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.” 

 Fernando Pessoa

Evite acidentes, faça tudo de propósito!

É ao mesmo tempo fascinante e amoral. Celebra a vida!


Essa que vos fala

Minha foto
Existe aqui uma mulher Uma bruxa, uma princesa Uma diva, que beleza! Escolha o que quiser Mas ande logo Vá depressa Nem se atreva A pensar muito O meu universo Ainda despreza Quem não sabe O que quer...

Atalho do Facebook

Sejam bem vindos!!!

"Já aviso, aqui a casa é ventilada, o coração é quente e as vontades têm a temperatura exata para os sonhos".
Vanessa Leonardi

Um lema

"Não me pergunte quem sou e não me peça para permanecer o mesmo".

Michel Foucault


Porque?

Pra pensar, pra desabafar, pra gritar pro mundo...
Pra compartilhar, pra chorar e pra rir de tudo!!!

tá procurando o quê?

"Apenas viver não é o suficiente, disse a borboleta, É preciso ter sol, liberdade e uma pequena flor!"

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